O nosso maior medo
- narjarathamiz
- 27 de fev.
- 3 min de leitura
Atualizado: 8 de mar.
"Nosso maior medo não é sermos inadequados. Nosso maior medo é sermos poderosos além da medida."— Marianne Williamson

Nascemos repletos de luz. De presença, de vida. Somos alma e corpo em unidade, brilhantes como estrelas, confiantes de que seremos cuidados e amados. Basta olhar para um bebê: ele não se encolhe, não se esconde. Ele simplesmente é.
Mas, com o tempo, essa luz começa a se apagar. Alguns de nós aprendem cedo que brilhar incomoda. Que é preciso se moldar, caber, silenciar. Erguemos muros de proteção – medos, inseguranças, culpas. Vestimos máscaras para nos adaptar a quem nos rodeia. E escondemos nossa luz tão bem que, em algum momento, até nós mesmos esquecemos que ela existe.
Mas para quê ou por quem escondemos nossa luz? Por que nos diminuímos ou permitimos que outros nos diminuam?
Algumas culturas nos fazem acreditar que ser pequeno é uma virtude. Algumas religiões pregam que se anular é humildade. E muitos de nós aprendem desde cedo a colocar as necessidades dos outros antes das próprias – pela família, pelo trabalho, pelo cônjuge, pela sociedade.
Outras vezes, não são os ensinamentos externos, mas as experiências internas que nos apagam: palavras que ouvimos e tomamos como verdade, feridas que carregamos, traumas que nos fizeram esquecer quem realmente somos.
A luz que habita em nós – nossa alma, nossa essência – vai sendo coberta por camadas de crenças e medos. "Não sou suficiente." "Não mereço." "Se eu brilhar, machuco o outro." Essas vozes, nascidas do medo e da vergonha, nos fazem viver na sombra da nossa própria grandeza.
Mas o que aconteceria se nos permitíssemos brilhar?

Se entendêssemos que nossa luz não ofusca, mas inspira? Que iluminar não é arrogância, mas um ato de coragem? Que a verdadeira humildade não está em se apagar, mas em reconhecer que seu brilho não diminui ninguém – pelo contrário, ele ilumina o caminho ao redor?
BRILHAR É O MOTIVO PELO QUAL CADA UM DE NÓS ESTÁ AQUI.
Cada um de nós veio ao mundo para revelar sua luz única e, ao permitirmos que ela brilhe, inspiramos outros a fazer o mesmo. Não há nada de sagrado no sofrimento – padecer é apenas um sinal de que nos afastamos de nossa própria essência, de nossa alma, de nosso caminho.
No meu trabalho com pessoas de diferentes culturas e histórias, vejo isso acontecendo o tempo todo. E testemunho também que, quando nos tornamos conscientes, mudamos o olhar sobre nossa própria jornada. Isso nos permite transformar nossa narrativa, reescrever nossa história e abrir espaço para que nossa luz volte a brilhar.
Permita-se ser mais amoros@ consigo mesm@. Permita-se perdoar-se e soltar o peso que carrega há tanto tempo.
Quando começamos a dissolver as marcas do passado, algo desperta. Quando acolhemos nossos traumas, em vez de nos culparmos por eles, nossa luz retorna. Quando transformamos dor em sabedoria, encontramos um novo significado para nossa existência.
Pois é justamente pelas fendas que os traumas deixam que a luz pode novamente entrar.
E quando ousamos brilhar, damos permissão para que outros façam o mesmo.
Hoje, olhe para dentro e pergunte-se:O que ainda está apagando a minha luz? O que posso fazer para reacendê-la?
Talvez o primeiro passo seja um pequeno gesto:
*Celebre quem você é e cada pequena conquista.
*Não se diminua perante nada nem ninguém.
*Admire o que há de belo em você, ao invés de buscar defeitos.
Você já é perfeit@ exatamente como é.
Namaste!
Narjara Thamiz
*imagens de Freepik (www.freepik.com)
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